"A Educação se faz pela política, mas a política não pode se fazer pela Educação". (MILEK, 2012) E-mail p/ contato: nudmilek@yahoo.com.br
sábado, 23 de março de 2013
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Que atitudes de mudança esperar da Escola, da Educação, da Sociedade e da Cultura?
A
primeira atitude a se esperar da ESCOLA é a
reversão de significado que ela apresenta aos alunos, qual seja, a alegria que
eles sentem quando a professora falta ou quando tem um feriado se aproximando.
O saber, quando compartilhado da maneira correta, permitirá uma inversão de
papéis, onde poderá ser discutido com o aluno que o fato de “faltar aula”
significa uma “perda” em sua vida, afinal, perdeu uma grande oportunidade de
compartilhar novos aprendizados.
Mas para que isso ocorra é necessário a
equalização de papéis, onde realmente exista um diálogo aluno-professor e
professor-aluno, o resultado não precisa ser a aprendizagem, pois esta terá que
estar embutida em todo o seu processo e não somente no final.
No convívio com os colegas a criança se socializará, mas só
aprenderá a respeitar o próximo se trouxer consigo aquilo que seus pais lhe
passam: VALORES.
Se esses dois processos ficarem apenas na mão dos professores,
dificilmente se darão integralmente, afinal para que ambos ocorram é necessário
a participação de ambas as partes.
Tendo
a mídia como um dos meios mais influentes do século XXI, a SOCIEDADE tem como
obrigação transmitir os valores que estão sendo agregados com todos esses novos
aparatos e não simplesmente empurrar para a mente das pessoas os PRODUTOS, mas
fazer com eles se tornem as chaves fundamentais para a construção de uma vida
mais significativa. Sugerindo e compartilhando com as pessoas as diversas
formas de se utilizar, por exemplo, uma rede social, fazendo com que ela
agregue significados para os indivíduos, além de apenas “empilhar” informações
desnecessárias.
O
papel da sociedade é transformar as novas tecnologias em ALIADAS, em
FERRAMENTAS, mostrando ao cidadão que através delas ele pode se expressar, ser
ouvido, denunciar, conhecer novas culturas, diminuir distâncias, ou seja, a
sociedade capitalista em relação a educação deveria ser mais humanista.
A CULTURA pode ser comparada a língua de um povo, ou seja, algo em movimento, algo que se modifica, algo que se molda. Não podemos analisar a cultura como algo estagnado no tempo, caso contrário ainda trataríamos nossas crianças como adultos em miniatura e provavelmente eu estaria escrevendo esse trabalho em uma máquina de escrever... A cultura é origem, crença, padrões de comportamento e atividades, mas também significa uma etapa evolutiva das tradições e valores, portanto defino cultura como elemento integrante do processo educacional, por isso se molda e adapta ao meio em que se encontra, mantendo o que ainda é válido e moldando aquilo que precisa de adaptações.
A CULTURA pode ser comparada a língua de um povo, ou seja, algo em movimento, algo que se modifica, algo que se molda. Não podemos analisar a cultura como algo estagnado no tempo, caso contrário ainda trataríamos nossas crianças como adultos em miniatura e provavelmente eu estaria escrevendo esse trabalho em uma máquina de escrever... A cultura é origem, crença, padrões de comportamento e atividades, mas também significa uma etapa evolutiva das tradições e valores, portanto defino cultura como elemento integrante do processo educacional, por isso se molda e adapta ao meio em que se encontra, mantendo o que ainda é válido e moldando aquilo que precisa de adaptações.
Escola, educação, sociedade e cultura –
são quatro aspectos que independem um do outro para acontecer, mas que juntos
podem modificar a maneira como cada um acontece.
(Texto de autoria
de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia
integral ou parcial).
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Globalização x Educação em Massa
Primeiramente vamos definir o termo globalização...
Primeiramente, relevante dizer, que ela se deu elencada por três componentes, quais sejam o Estado Moderno, a Revolução Industrial e a Globalização. Esses componentes necessitam de alunos treinados e socializados, para uma melhor comunicação. A educação em massa reflete a necessidade de expansão e aquisição de novos saberes por um determinado povo.
De que forma eu acredito que a Globalização influenciou a Educação em Massa...
A globalização exige movimento de seu receptor, pois abarca uma infinidade de diversificações culturais, sociais, econômicas. Por exemplo, se quero ter amigos norte-americanos, a primeira coisa que devo fazer é aprender o inglês, que permitirá essa aproximação. A globalização influenciou diretamente a educação em massa, pois foi ela que, ampliando o acesso as informações e diminuindo as distâncias, conseguiu derrubar os “mitos” e transformá-los em conceitos e significações. O que quero dizer com isso é que podemos remontar nossos quadrados e a partir deles construir cubos!
Retomando os principais aspectos educacionais, devendo-se dos devidos cuidados desse novo momento educacional, abordados por Gadotti, temos: O educar para pensar globalmente; Educar os sentimentos; Ensinar a condição humana essencial; Formar para a consciência planetária; Formar para a compreensão e Educar para a simplicidade e para a quietude. Esses aspectos deixam claro que o professor e o aluno possuem as ferramentas para a construção da aprendizagem, bastando a eles a busca da globalização do “eu”, de novos conhecimentos em meio ao bombardeio de novidades da “era da informação”.
Conclusão...
Conclusão...
Globalização!
[1] http://www.douradosnews.com.br/especiais/opiniao/existe-a-possibilidade-de-uma-crise-economica-mundial-em-2013-por-marcus-eduardo-de-oliveira - Acesso em: 27.09.2012.
[2] http://www.douradosnews.com.br/especiais/opiniao/existe-a-possibilidade-de-uma-crise-economica-mundial-em-2013-por-marcus-eduardo-de-oliveira - Acesso em: 27.09.2012.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia integral ou parcial).
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Cultura...

Os trechos da
carta-resposta a seguir são de um cacique indígena à sugestão, feita pelo
Governo do Estado da Virgínia (EUA), de que uma tribo de índios enviasse alguns
jovens para estudar nas escolas dos brancos.
"(...) Nós estamos convencidos, portanto, de que os
senhores desejam o nosso bem e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que
são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das
coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa
idéia de educação não é a mesma que a nossa. (...) Muitos dos nossos bravos
guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa
ciência. Mas, quando eles voltaram para nós, eram maus corredores, ignorantes
da vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam caçar o
veado, matar o inimigo ou construir uma cabana e falavam nossa língua muito
mal. Eles eram, portanto, inúteis. (...) Ficamos extremamente agradecidos pela
vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão
concordamos que os nobres senhores de Virgínia nos enviem alguns de seus
jovens, que lhes ensinaremos tudo que sabemos e faremos deles homens." (BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo:
Brasiliense, 1984)
Podemos analisar essa carta
sob quatro aspectos, o primeiro seria
a intensa relação da linguagem e escrita do cacique, sendo ele esclarecedor de que
esses tipos de educação não combinam com sua cultura; o segundo deixa claro que cada cultura “educa” de acordo com suas
necessidades; já no terceiro nota-se
a importância de se preservar uma identidade cultural e, por último uma reflexão: a sociedade evolui
e juntamente com ela o povo, com isso pode-se pensar a respeito da cultura
indígena e de alguns de seus costumes que já não fazem sentido de serem mantidos,
como equiparação “grotesca”, mas muito clara, compare-se uma cultura
ultrapassada com o aborto, se uma criança nascesse, no século XVI com síndrome
de down ela seria morta, mas se a
mesma criança nascesse no século XXI ela teria o direito a vida, isso, de certa
forma, caracteriza a evolução de uma cultura e aquilo que nela agregamos ou
deixamos de lado.
Trata-se de uma visão
perigosa e até mesmo provocativa mas, acredito que educação sempre é bem-vinda,
seja ela para a caça ou para a escrita, com isso, obtemos outro aspecto de
análise, onde se cogita o sentido de manter determinadas atitudes, se o tempo
evolui e com ele o homem, caso isso não ocorra teremos a sensação de
estagnação, ou até mesmo de um “recuar cultural”. Não falo em descaracterizar
uma identidade cultural, mas sim, em evoluir culturalmente –
democratizando, por exemplo, o direito de um integrante da tribo poder escrever
e ler a carta escrita somente pelo cacique. Atenho-me, como base de sustentação
para esse argumento, à nossa Constituição Federal que no Decreto 6.861/09 –
art. 3º nos apresenta como direito dos índios:
Será
reconhecida às escolas indígenas a condição de escolas com normas próprias e
diretrizes curriculares específicas, voltadas ao ensino intercultural e
bilíngue ou multilíngue, gozando de prerrogativas especiais para organização
das atividades escolares, respeitado o fluxo das atividades econômicas,
sociais, culturais e religiosas e as especificidades de cada comunidade,
independentemente do ano civil.
Todos os cidadãos possuem os
mesmos direitos, com base nessa afirmação, vale ressaltar a concepção de
educação por Marx onde ela é a responsável por combater a alienação e a
desumanização de um povo, por que negar esse direito ao índio? Ou melhor, para
alguns índios? Afinal, a priori, torna-se
notório o etnocentrismo vinculado ao texto do cacique, marcando nitidamente os
valores de suas crenças e inferiorizando as demais, quando denota em um de seus
dizeres que somente em sua cultura formar-se-ão verdadeiros homens.
“Quanto mais miserável o povo, mais rico
é o político!”
(Texto de
autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a
cópia integral ou parcial).
Processo da Leitura
Dentro do processo de
decodificação e intelecção de símbolos para transformá-los em um elemento uno
de compreensão (leitura), se encontram os diversos contextos. Pode-se afirmar
que a leitura resulta de um processo de entendimento e compreensão de determinadas
palavras em um determinado contexto. A ideia de contexto consiste na “bagagem”
que esse leitor possui e, principalmente no modo de pensar desse leitor, pois
podemos ter vivido as mesmas coisas, mas extraímos delas somente aquilo que nos
interessa, com isso podemos dizer que a leitura acaba por refletir um pouco
daquilo que somos e a forma como pensamos.
Em uma única sala de aula se
encontram as mais diversas realidades, construídas nos mais diversos contextos,
onde cada um contará com o suporte de seus conhecimentos, experiências,
oportunidades... se um dos alunos, por exemplo, tem a mãe que trabalha como
cozinheira, com certeza ele já se deparou com o gênero textual ‘receita’:
Ingredientes:
• 2
goiabas;
• 4
ovos;
• 1/2
xícara de chá de óleo;
• 2
xícaras de chá de açúcar;
• 2
xícaras de chá bem cheias de farinha de trigo;
• 2
colheres de sopa de fermento em pó.
Nesse simples texto,
percebemos que se faz necessário um “pré-conhecimento” de significados
simbólicos, como ½ - que significa meia, ou até mesmo o entendimento de que os
ovos não deverão ser colocados com casca, mas sim que deverão ser utilizadas
apenas a gema e a clara, as xícaras de chá não são chá de óleo, muito menos de
chá de açúcar... Mas onde estão estas informações? Por que não estão
especificadas as formas corretas de preparo dos ingredientes para
transformá-los em bolo? Eis a resposta... Só faz o bolo quem possui o
conhecimento da receita, ou seja, o texto só será lido, quando for compreendido
o sentido das palavras.
A leitura compreende os mecanismos
de interpretação e compreensão de um texto e acontece dentro dos seguintes
processos: quando o leitor interage, concretizando os sentidos abordados no
texto, quando o leitor coopera e dialoga com o texto, afinal é ele quem termina
de construí-lo, porque um texto só é texto quando lido, com isso o próprio leitor
pode imaginar e interpretar diferentes significados.
Por fim, a leitura acaba por
significar o principal processo de um texto, bem como o principal processo de
instrumentalização do leitor, no qual é possível dar sentido aos códigos que
estão sendo transformados em palavras e significados no decorrer da leitura.
(Texto de autoria
de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia
integral ou parcial).
domingo, 23 de setembro de 2012
A Alegria de Ensinar - Rubem Alves
“Ai
daqueles que não morderam o sonho e de cuja loucura
nem mesmo a morte os redimirá”. (Paulo Leminski)
nem mesmo a morte os redimirá”. (Paulo Leminski)
A Alegria de Ensinar
encontra-se no deleite da alma do educador ao fazê-la. Rubem Alves nos transporta à
fundamentação principal da Pedagogia do Oprimido
de Paulo Freire, que divide a escola em dois patamares, o primeiro domina e o
segundo é dominado.Ao invés de se realizar uma educação que instigue e desperte o potencial adormecido dentro de cada aluno, nos é escancarado o processo de aprendizagem falho, fixado ao conhecimento de mundo (o mestre lhe entrega um mapa pronto), aquele que priva o aluno da descoberta do que lhe gera alegria e consequentemente a sabedoria.
Temos representada na obra uma educação sistematizada em função do favorecimento de interesses individuais, ou seja, ocorre uma limitação de sonhos, onde se pode pensar sim, mas da forma como o mundo do trabalho determina, e este, por sua vez, enxerga a educação como meio de obtenção e utilização de serviços, direcionando cada aluno novamente para o seu “casulo”.
O medo do aventurar-se limita a tradição sedimentar de que caminhos não explorados geram riscos. Os profissionais da educação não podem simplesmente repetir as mesmas receitas e seu mesmo modo de preparo, afinal, pode acontecer de um determinado ingrediente faltar ou seu modo de preparo ser esquecido, e então, o que deverá ser feito? Uma forma alternativa, essa é a resposta! E ela nos é proporcionada pela sabedoria, que suprirá a falha de uma receita! Função da educação: mostrar que as possibilidades e alternativas são inúmeras fora do “trilho” e que existem caminhos ainda não descobertos, os quais poderão ser explorados pelo agente pensante, sonhador e com o poder da palavra: o aluno.
Através de diversos contos subliminares, o autor dilacera a realidade presente diante de nossos olhos, realidade essa onde a sabedoria é descoberta através do esquecimento daquilo que julgamos um dia ter aprendido e a intolerância do mundo do trabalho, demonstrando sede pelo encontro de um profissional adequado para sua lacuna comercial...
Conclui-se então que o Da Vinci, as borboletas, a Mariana, as palavras, as bolinhas de gude, as ideias, os sonhos, o desconhecido, os voos, o pensar e finalmente o carrinho, foram todos enlatados e colocados na prateleira empoeirada do mundo do mercado, com os seguintes dizeres: “ATENÇÃO: produtos com qualidade de pensamento e imaginação, ou seja, imprestáveis para o serviço da sociedade!”. Certo de sua compreensão! Atenciosamente: Gorda Lagarta que não tem coragem de se desprender das seguras folhas onde rasteja.
Referências:
ALVES,
R. A alegria de ensinar. 14. ed. São
Paulo: Papirus Editora, 2000.
FREIRE,
P. Pedagogia do Oprimido. 50. ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados -
proibida a cópia integral ou parcial).
sábado, 21 de julho de 2012
Educação a Distância?
Engana-se quem pensa existir uma distância na educação a distância, afinal o aluno acaba por interagir de forma direta com o conteúdo (através de link´s, dicas de textos, músicas, filmes...) que estão sendo expostos na vídeo-aula, podendo determinar o que assistir e principalmente, a quantidade de vezes, respeitando dessa forma o tempo que cada um demanda para transformar a informação recebida em conhecimento para si.
O professor enfim consegue assumir seu papel de mediador, afinal é ele quem diz o que deve ser lido, onde deve ser buscado, o que e como deve ser feito, mas a principal diferença encontra-se na não passividade do aluno que é recorrente, por exemplo, em uma sala de aula, fazendo com que o aluno assuma um papel importante para sua educação, a busca do seu conhecimento, a busca do seu esclarecimento, tornando-se ainda mais responsável e regrado.
As expectativas de mudanças e de quebra de paradigmas são grandes, como podemos notar na obra de Michael Moore e Greg Kearsley:
O potencial da educação a distância como meio de transferir conhecimento, especialmente dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento, tem atraído o interesse de organismos internacionais como o Banco Mundial e a UNESCO, ambos possuindo políticas relacionadas à educação a distância para o desenvolvimento internacional e até oferecendo alguns cursos que criaram... (KERSLEY, Greg; MOORE, Michael. Educação a Distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007, p. 278.)
A EAD com sua tecnologia educacional agrega, adapta e auxilia no desenvolvimento educacional, transforma a tecnologia em aliada para extrair de diversas tipagens educacionais um único objeto: o sucesso no processo educacional.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia integral ou parcial).
Síntese da obra: Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire
É preciso que aconteça um equilíbrio e uma ação mútua de conscientização entre opressor e oprimido para buscarem uma relação dialógica permanente e colocarem em prática a pedagogia humanizadora, dita pelo autor, onde as partes ao invés de se sobressaírem uma sobre a outra, interajam e estabeleçam uma relação harmoniosa.
Ao tratar da concepção bancária da educação, vemo-la refletida como uma estrutura do poder, onde os oprimidos representam uma sociedade que precisa de ajustes e, os opressores significam a mudança dos oprimidos e não da situação que os oprime.
Ao abordar o tema ‘consciência e mundo’, o autor utilizou-se de um exemplo que exprime exatamente esses termos e sua aplicação, nele o entrevistador pergunta a um camponês se ainda existiria um mundo se todas as pessoas morressem e ficassem na terra apenas plantas, animais, rios... e esse camponês lhe responde que não existiria um mundo, afinal seria necessário um homem que falasse que tudo aquilo é um mundo! Por isso a educação deve refletir um processo de educador para educando e vice versa, dessa forma, supera-se o autoritarismo e a falsa consciência de mundo denotada pelo então denominado de educador ‘bancário’.
A educação autêntica acontece entre a dialógica de A com B. O homem como ser e criador histórico-social, consegue agir de forma transformadora na realidade objetiva e, como formador do tema-gerador, o investigador precisa estabelecer uma relação dialógica entre os investigados, pois é ele o responsável pela temática (tema-gerador) e pela percepção crítica das diferentes realidades, para unir fatos concretos de necessidades dos educandos, agregando ainda, a esse conteúdo, o que achar conveniente a realidade estudada – resultando em um sentido da totalidade, onde ambos aprendem, dialogam, discutem, criticam e opinam, processos estes, que alimentam o quefazer de cada um.
Freire encerra a obra com a esperança de que o oprimido tenha o princípio da teoria de sua ação libertadora, bem como a consciência de que somente no encontro dele com a liderança revolucionária é que se terá a práxis de ambos.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia integral ou parcial).
quinta-feira, 19 de julho de 2012
O homem não pode se tornar um verdadeiro homem senão pela educação. Ele é aquilo que a educação dele faz. (Immanuel Kant)
A maior contribuição de Kant para a educação é a liberdade que o filósofo fornece a ela, onde a disciplina precede a instrução, e estas acabam por desenvolver o autocontrole de cada um, com isso o aluno tem sua liberdade de ação respeitando aos demais, sendo a disciplina a chave fundamental para domar a ‘selvageria infantil’. Nesse aspecto Kant ressalta a importância da educação física e mental, trabalhada de forma paralela à educação moral.
A criança precisa perceber que para conseguir seus propósitos ela precisa de liberdade, mas é necessário que ela saiba dar essa liberdade aos demais para que eles também consigam seus propósitos.
De acordo com o filósofo, o conhecimento tem seu início na experiência, não sendo, necessariamente, originado nela. Ficando a cargo do sujeito a apresentação de suas capacidades e faculdades para possibilitar a experiência e por conseguinte o conhecimento. O sujeito só adquire a experiência através da liberdade disciplinada, afinal, ele precisa ter suas ideias, seus sentimentos, mas tudo dentro de uma determinada ordem estabelecida.
A educação torna-se uma arte, na qual os pais e a escola são integrantes de seu aperfeiçoamento, que se dará através das gerações. Como, para Kant os indivíduos nascem ruins e a sociedade é quem os conserta, a educação com a devida liberdade e disciplina, torna-se o vetor do progresso da vida em sociedade.
Portanto, a contribuição de Kant, onde liberdade com disciplina resulta em um autocontrole, torna o aluno muito mais autônomo, respeitando e obedecendo dentro dos limites de sua liberdade. Essa contribuição torna-se importante, pois é perceptível que o que se quer não é apenas um aluno receptivo mais sim um aluno participativo e respeitoso, que respeite sabendo o que é respeitar, pois através de sua liberdade disciplinada, bem como experiências que adquiriu e transformou em conhecimento, constrói o discernimento para formação de seu caráter obediente, verdadeiro e sociável.
De acordo com o filósofo, o conhecimento tem seu início na experiência, não sendo, necessariamente, originado nela. Ficando a cargo do sujeito a apresentação de suas capacidades e faculdades para possibilitar a experiência e por conseguinte o conhecimento. O sujeito só adquire a experiência através da liberdade disciplinada, afinal, ele precisa ter suas ideias, seus sentimentos, mas tudo dentro de uma determinada ordem estabelecida.
A educação torna-se uma arte, na qual os pais e a escola são integrantes de seu aperfeiçoamento, que se dará através das gerações. Como, para Kant os indivíduos nascem ruins e a sociedade é quem os conserta, a educação com a devida liberdade e disciplina, torna-se o vetor do progresso da vida em sociedade.
Portanto, a contribuição de Kant, onde liberdade com disciplina resulta em um autocontrole, torna o aluno muito mais autônomo, respeitando e obedecendo dentro dos limites de sua liberdade. Essa contribuição torna-se importante, pois é perceptível que o que se quer não é apenas um aluno receptivo mais sim um aluno participativo e respeitoso, que respeite sabendo o que é respeitar, pois através de sua liberdade disciplinada, bem como experiências que adquiriu e transformou em conhecimento, constrói o discernimento para formação de seu caráter obediente, verdadeiro e sociável.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia integral ou parcial).
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