COMO ORGANIZAR MEU TCC?
"A Educação se faz pela política, mas a política não pode se fazer pela Educação". (MILEK, 2012) E-mail p/ contato: nudmilek@yahoo.com.br
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Resenha do texto: Orientador Educacional ou Pedagogo – Da importância do fazer pedagógico para a democratização do ensino - Autora: Selma Garrido Pimenta
A
autora inicia o texto retratando o alto índice de evasão que perdura nas
escolas públicas e lembra que somente os fatores externos não são
suficientemente convincentes para justificar o crescimento destes números.
Neste aspecto, destaca-se o questionamento da autora: “é possível ensinar aos
alunos que se evadem, e que, não por acaso, são advindos das camadas sociais
mais pobres?” Através desta indagação, que diz respeito a fatores e práticas
internas da escola, que precisam e devem ser mudados, surge o desafio de
ensinar superando estas barreiras.
Vale
acrescer e destacar os seguintes aspectos de modelo ideal da educação com o
entendimento de José Carlos Libâneo: “Não há uma forma única nem um único
modelo de educação; a escola não é o único lugar em que ela acontece e talvez
nem seja o melhor; o ensino escolar não é a única prática, e o professor
profissional não é seu único praticante”. (LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e
pedagogos, para quê? 12. ed. São Paulo: Cortez, 2010. p. 26.)
Nota-se
que o desafio a ser enfrentado pela escola é ainda maior. E para que este
objetivo seja atingido é abordada, por Pimenta, a atribuição do pedagogo,
destacando o período em que o fazer pedagógico fora subdividido em três
funções, quais sejam: a administração escolar, a supervisão pedagógica e a
orientação educacional. Na tentativa de solução para tantas problemáticas, a
autora analisa a prática do pedagogo, então denominado como orientador
educacional.
Na
luta pela emancipação das camadas menos favorecidas e pela diminuição no índice
de evasão escolar, destaca-se o papel relevante da escola como transmissora do
acesso ao saber. Pode-se perceber nas palavras de Dermeval Saviani duas
concepções de teorias educacionais: “Na primeira, temos aquelas teorias que
entendem ser a educação um instrumento de equalização social, portanto, de
superação da marginalidade. No segundo, estão as teorias que entendem ser a
educação um instrumento de discriminação social, logo, um fator de
marginalização”. (SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 41 ed. Campinas:
Autores Associados, 2009. p. 3.)
Neste
aspecto entra em questão a superação de condições de dominação trazidas pela
autora com brilhantismo, nas quais o confronto entre as partes aluno/professor,
criará novos saberes e novas interpretações de mundo.
A
escola tem importante papel na socialização de seus saberes, através desta
afirmação se desdobrará o texto em uma visão progressista da educação.
Para
que os papeis de orientador e pedagogo sejam apresentados são enumeradas as
funções de cada um. Primeiramente o papel do pedagogo: quanto à escola pública
o pedagogo seria aquela pessoa disposta a enfrentar os problemas da
democratização; busca de melhoria e oportunidades de acesso. Quanto à
especificidade da escola tratar das articulações entre o que se aprende com o
que lhe quer ensinar, tendo o domínio também de instrumentos e técnicas para
que este processo aconteça. Quanto à prática docente encaixa-se a pedagogia
crítico-social dos conteúdos e a importância do papel do professor no processo
cultural; busca de resolução de contradições e entraves que barrem as propostas
de serem efetivadas; articulação entre os diferentes modos de ensinar. Quanto
aos especialistas na escola e a prática docente tem-se o objetivo de manter a
especificidade da escola, evitando a resolução de conflitos/problemas através
da fragmentação do trabalho; prática da escola tida como coletiva,
implementação da interdisciplinaridade nas relações também; pedagogo na função
não só administrativa, como também relacionado ao ato de ensinar, manejando
instrumentos de articulação para que o processo se efetive.
Quanto
às funções do orientador educacional verifica-se a responsabilidade, também,
pela busca da democratização do ensino, não desvinculando-se do “ser pedagogo”,
só que com uma visão geral no que se refere ao especificamente pedagógico na
escola.
Denota-se
que muitas das teorias e práticas específicas da orientação educacional podem
ser úteis, desde que tomadas as devidas precauções, como a importância do
autoconceito do aluno, na qual as opiniões deles devem se constituir como
fatores estimulantes no processo da aprendizagem; a relevância das atividades
de orientação de estudos compreendendo as dificuldades individuais e relativizando
o fator cultural. Nas palavras da autora é possível identificar que esse “papel
do orientador” esteja conectado ao professor.
Adentra-se
neste momento para a especificidade da contribuição do orientador educacional,
neste ponto a autora retrata que muitos destes profissionais acabam por atuar
somente na seara psicológica, envolvente somente ao aluno, deixando de intervir
e atuar através de processos de fundamental importância como o currículo, à
metodologia e a avaliação.
Não
há dúvidas de que o fazer pedagógico se concretiza na escola, com isso a
importância do acompanhamento em relação aos conteúdos e a forma que estão
sendo desenvolvidos, aproximando os diferentes contextos e culturas da sala de
aula, daí a relevância do trabalho concomitante de assessoria no processo
ensino-aprendizagem do orientador com o professor – diminuindo espaços entre a
fragmentação (sincrética) e o conhecimento elaborado (sintético), até para que
a avaliação se torne uma ferramenta efetiva e consonante com o processo de aprendizagem
(passagem do estágio de senso comum para a consciência crítica dos conteúdos).
Percebe-se
que na pedagogia crítico-social a avaliação não pertence mais ao professor, ao
aluno ou ao sistema, como ocorriam, respectivamente, na pedagogia tradicional,
escolanovista e tecnicista. Utilizar-se-ão instrumentos aquém da escola, sempre
articulados às situações concretas na qual se esta inserido, verificando em que
medida a prática conjunta dos educadores da escola, está possibilitando a
apreensão crítica dos conteúdos por parte dos alunos.
O
último elemento, mas não menos relevante, trazido pelo texto, diz respeito a
metodologia, que em suma se define como um movimento entre as
teorias-práticas-teorias. Esses movimentos caracterizam-se como a forma de
acontecer da aprendizagem, ou seja, se tomará conhecimento não só de fatores
internos ao ensino como também as predisposições do aluno em termos
socioculturais e psicológicos. Para que a metodologia se realize de forma
eficaz são analisados diversos fatores que partem desde a escolha do livro
didático até sua efetiva aquisição crítica pelos alunos, durante este processo
ocorrem questões de acompanhamento como: o professor propicia debate? Como os
professores veem os alunos? Como se caracterizam os alunos das diferentes
séries quanto a motivação, interesse, participação, estudo, organização? Quais
as atividades que favorecem a memória? entre outras.
Verifica-se
que a orientação metodológica requer inúmeras habilidades, de modo que o
orientador será contributivo ao utilizar as teorias como referenciais
somatórios para a verificação do processo de aprendizagem pelo professor.
A
título conclusivo tem-se duas dificuldades que precisam ser enfrentadas,
conforme expressas pela autora, a primeira refere-se a formação do profissional
pedagogo, que precisa ser repensada; a segunda seria a real definição daquilo
que realmente é função da escola em seu âmbito social. Portanto, a partir do
momento em que for assumida a reforma interna da escola, ter-se-á efetivamente
um sistema a serviço da democratização do ensino.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
sábado, 23 de março de 2013
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Que atitudes de mudança esperar da Escola, da Educação, da Sociedade e da Cultura?
A
primeira atitude a se esperar da ESCOLA é a
reversão de significado que ela apresenta aos alunos, qual seja, a alegria que
eles sentem quando a professora falta ou quando tem um feriado se aproximando.
O saber, quando compartilhado da maneira correta, permitirá uma inversão de
papéis, onde poderá ser discutido com o aluno que o fato de “faltar aula”
significa uma “perda” em sua vida, afinal, perdeu uma grande oportunidade de
compartilhar novos aprendizados.
Mas para que isso ocorra é necessário a
equalização de papéis, onde realmente exista um diálogo aluno-professor e
professor-aluno, o resultado não precisa ser a aprendizagem, pois esta terá que
estar embutida em todo o seu processo e não somente no final.
No convívio com os colegas a criança se socializará, mas só
aprenderá a respeitar o próximo se trouxer consigo aquilo que seus pais lhe
passam: VALORES.
Se esses dois processos ficarem apenas na mão dos professores,
dificilmente se darão integralmente, afinal para que ambos ocorram é necessário
a participação de ambas as partes.
Tendo
a mídia como um dos meios mais influentes do século XXI, a SOCIEDADE tem como
obrigação transmitir os valores que estão sendo agregados com todos esses novos
aparatos e não simplesmente empurrar para a mente das pessoas os PRODUTOS, mas
fazer com eles se tornem as chaves fundamentais para a construção de uma vida
mais significativa. Sugerindo e compartilhando com as pessoas as diversas
formas de se utilizar, por exemplo, uma rede social, fazendo com que ela
agregue significados para os indivíduos, além de apenas “empilhar” informações
desnecessárias.
O
papel da sociedade é transformar as novas tecnologias em ALIADAS, em
FERRAMENTAS, mostrando ao cidadão que através delas ele pode se expressar, ser
ouvido, denunciar, conhecer novas culturas, diminuir distâncias, ou seja, a
sociedade capitalista em relação a educação deveria ser mais humanista.
A CULTURA pode ser comparada a língua de um povo, ou seja, algo em movimento, algo que se modifica, algo que se molda. Não podemos analisar a cultura como algo estagnado no tempo, caso contrário ainda trataríamos nossas crianças como adultos em miniatura e provavelmente eu estaria escrevendo esse trabalho em uma máquina de escrever... A cultura é origem, crença, padrões de comportamento e atividades, mas também significa uma etapa evolutiva das tradições e valores, portanto defino cultura como elemento integrante do processo educacional, por isso se molda e adapta ao meio em que se encontra, mantendo o que ainda é válido e moldando aquilo que precisa de adaptações.
A CULTURA pode ser comparada a língua de um povo, ou seja, algo em movimento, algo que se modifica, algo que se molda. Não podemos analisar a cultura como algo estagnado no tempo, caso contrário ainda trataríamos nossas crianças como adultos em miniatura e provavelmente eu estaria escrevendo esse trabalho em uma máquina de escrever... A cultura é origem, crença, padrões de comportamento e atividades, mas também significa uma etapa evolutiva das tradições e valores, portanto defino cultura como elemento integrante do processo educacional, por isso se molda e adapta ao meio em que se encontra, mantendo o que ainda é válido e moldando aquilo que precisa de adaptações.
Escola, educação, sociedade e cultura –
são quatro aspectos que independem um do outro para acontecer, mas que juntos
podem modificar a maneira como cada um acontece.
(Texto de autoria
de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia
integral ou parcial).
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Globalização x Educação em Massa
Primeiramente vamos definir o termo globalização...
Primeiramente, relevante dizer, que ela se deu elencada por três componentes, quais sejam o Estado Moderno, a Revolução Industrial e a Globalização. Esses componentes necessitam de alunos treinados e socializados, para uma melhor comunicação. A educação em massa reflete a necessidade de expansão e aquisição de novos saberes por um determinado povo.
De que forma eu acredito que a Globalização influenciou a Educação em Massa...
A globalização exige movimento de seu receptor, pois abarca uma infinidade de diversificações culturais, sociais, econômicas. Por exemplo, se quero ter amigos norte-americanos, a primeira coisa que devo fazer é aprender o inglês, que permitirá essa aproximação. A globalização influenciou diretamente a educação em massa, pois foi ela que, ampliando o acesso as informações e diminuindo as distâncias, conseguiu derrubar os “mitos” e transformá-los em conceitos e significações. O que quero dizer com isso é que podemos remontar nossos quadrados e a partir deles construir cubos!
Retomando os principais aspectos educacionais, devendo-se dos devidos cuidados desse novo momento educacional, abordados por Gadotti, temos: O educar para pensar globalmente; Educar os sentimentos; Ensinar a condição humana essencial; Formar para a consciência planetária; Formar para a compreensão e Educar para a simplicidade e para a quietude. Esses aspectos deixam claro que o professor e o aluno possuem as ferramentas para a construção da aprendizagem, bastando a eles a busca da globalização do “eu”, de novos conhecimentos em meio ao bombardeio de novidades da “era da informação”.
Conclusão...
Conclusão...
Globalização!
[1] http://www.douradosnews.com.br/especiais/opiniao/existe-a-possibilidade-de-uma-crise-economica-mundial-em-2013-por-marcus-eduardo-de-oliveira - Acesso em: 27.09.2012.
[2] http://www.douradosnews.com.br/especiais/opiniao/existe-a-possibilidade-de-uma-crise-economica-mundial-em-2013-por-marcus-eduardo-de-oliveira - Acesso em: 27.09.2012.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia integral ou parcial).
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Cultura...

Os trechos da
carta-resposta a seguir são de um cacique indígena à sugestão, feita pelo
Governo do Estado da Virgínia (EUA), de que uma tribo de índios enviasse alguns
jovens para estudar nas escolas dos brancos.
"(...) Nós estamos convencidos, portanto, de que os
senhores desejam o nosso bem e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que
são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das
coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa
idéia de educação não é a mesma que a nossa. (...) Muitos dos nossos bravos
guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa
ciência. Mas, quando eles voltaram para nós, eram maus corredores, ignorantes
da vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam caçar o
veado, matar o inimigo ou construir uma cabana e falavam nossa língua muito
mal. Eles eram, portanto, inúteis. (...) Ficamos extremamente agradecidos pela
vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão
concordamos que os nobres senhores de Virgínia nos enviem alguns de seus
jovens, que lhes ensinaremos tudo que sabemos e faremos deles homens." (BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo:
Brasiliense, 1984)
Podemos analisar essa carta
sob quatro aspectos, o primeiro seria
a intensa relação da linguagem e escrita do cacique, sendo ele esclarecedor de que
esses tipos de educação não combinam com sua cultura; o segundo deixa claro que cada cultura “educa” de acordo com suas
necessidades; já no terceiro nota-se
a importância de se preservar uma identidade cultural e, por último uma reflexão: a sociedade evolui
e juntamente com ela o povo, com isso pode-se pensar a respeito da cultura
indígena e de alguns de seus costumes que já não fazem sentido de serem mantidos,
como equiparação “grotesca”, mas muito clara, compare-se uma cultura
ultrapassada com o aborto, se uma criança nascesse, no século XVI com síndrome
de down ela seria morta, mas se a
mesma criança nascesse no século XXI ela teria o direito a vida, isso, de certa
forma, caracteriza a evolução de uma cultura e aquilo que nela agregamos ou
deixamos de lado.
Trata-se de uma visão
perigosa e até mesmo provocativa mas, acredito que educação sempre é bem-vinda,
seja ela para a caça ou para a escrita, com isso, obtemos outro aspecto de
análise, onde se cogita o sentido de manter determinadas atitudes, se o tempo
evolui e com ele o homem, caso isso não ocorra teremos a sensação de
estagnação, ou até mesmo de um “recuar cultural”. Não falo em descaracterizar
uma identidade cultural, mas sim, em evoluir culturalmente –
democratizando, por exemplo, o direito de um integrante da tribo poder escrever
e ler a carta escrita somente pelo cacique. Atenho-me, como base de sustentação
para esse argumento, à nossa Constituição Federal que no Decreto 6.861/09 –
art. 3º nos apresenta como direito dos índios:
Será
reconhecida às escolas indígenas a condição de escolas com normas próprias e
diretrizes curriculares específicas, voltadas ao ensino intercultural e
bilíngue ou multilíngue, gozando de prerrogativas especiais para organização
das atividades escolares, respeitado o fluxo das atividades econômicas,
sociais, culturais e religiosas e as especificidades de cada comunidade,
independentemente do ano civil.
Todos os cidadãos possuem os
mesmos direitos, com base nessa afirmação, vale ressaltar a concepção de
educação por Marx onde ela é a responsável por combater a alienação e a
desumanização de um povo, por que negar esse direito ao índio? Ou melhor, para
alguns índios? Afinal, a priori, torna-se
notório o etnocentrismo vinculado ao texto do cacique, marcando nitidamente os
valores de suas crenças e inferiorizando as demais, quando denota em um de seus
dizeres que somente em sua cultura formar-se-ão verdadeiros homens.
“Quanto mais miserável o povo, mais rico
é o político!”
(Texto de
autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a
cópia integral ou parcial).
Processo da Leitura
Dentro do processo de
decodificação e intelecção de símbolos para transformá-los em um elemento uno
de compreensão (leitura), se encontram os diversos contextos. Pode-se afirmar
que a leitura resulta de um processo de entendimento e compreensão de determinadas
palavras em um determinado contexto. A ideia de contexto consiste na “bagagem”
que esse leitor possui e, principalmente no modo de pensar desse leitor, pois
podemos ter vivido as mesmas coisas, mas extraímos delas somente aquilo que nos
interessa, com isso podemos dizer que a leitura acaba por refletir um pouco
daquilo que somos e a forma como pensamos.
Em uma única sala de aula se
encontram as mais diversas realidades, construídas nos mais diversos contextos,
onde cada um contará com o suporte de seus conhecimentos, experiências,
oportunidades... se um dos alunos, por exemplo, tem a mãe que trabalha como
cozinheira, com certeza ele já se deparou com o gênero textual ‘receita’:
Ingredientes:
• 2
goiabas;
• 4
ovos;
• 1/2
xícara de chá de óleo;
• 2
xícaras de chá de açúcar;
• 2
xícaras de chá bem cheias de farinha de trigo;
• 2
colheres de sopa de fermento em pó.
Nesse simples texto,
percebemos que se faz necessário um “pré-conhecimento” de significados
simbólicos, como ½ - que significa meia, ou até mesmo o entendimento de que os
ovos não deverão ser colocados com casca, mas sim que deverão ser utilizadas
apenas a gema e a clara, as xícaras de chá não são chá de óleo, muito menos de
chá de açúcar... Mas onde estão estas informações? Por que não estão
especificadas as formas corretas de preparo dos ingredientes para
transformá-los em bolo? Eis a resposta... Só faz o bolo quem possui o
conhecimento da receita, ou seja, o texto só será lido, quando for compreendido
o sentido das palavras.
A leitura compreende os mecanismos
de interpretação e compreensão de um texto e acontece dentro dos seguintes
processos: quando o leitor interage, concretizando os sentidos abordados no
texto, quando o leitor coopera e dialoga com o texto, afinal é ele quem termina
de construí-lo, porque um texto só é texto quando lido, com isso o próprio leitor
pode imaginar e interpretar diferentes significados.
Por fim, a leitura acaba por
significar o principal processo de um texto, bem como o principal processo de
instrumentalização do leitor, no qual é possível dar sentido aos códigos que
estão sendo transformados em palavras e significados no decorrer da leitura.
(Texto de autoria
de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados - proibida a cópia
integral ou parcial).
domingo, 23 de setembro de 2012
A Alegria de Ensinar - Rubem Alves
“Ai
daqueles que não morderam o sonho e de cuja loucura
nem mesmo a morte os redimirá”. (Paulo Leminski)
nem mesmo a morte os redimirá”. (Paulo Leminski)
A Alegria de Ensinar
encontra-se no deleite da alma do educador ao fazê-la. Rubem Alves nos transporta à
fundamentação principal da Pedagogia do Oprimido
de Paulo Freire, que divide a escola em dois patamares, o primeiro domina e o
segundo é dominado.Ao invés de se realizar uma educação que instigue e desperte o potencial adormecido dentro de cada aluno, nos é escancarado o processo de aprendizagem falho, fixado ao conhecimento de mundo (o mestre lhe entrega um mapa pronto), aquele que priva o aluno da descoberta do que lhe gera alegria e consequentemente a sabedoria.
Temos representada na obra uma educação sistematizada em função do favorecimento de interesses individuais, ou seja, ocorre uma limitação de sonhos, onde se pode pensar sim, mas da forma como o mundo do trabalho determina, e este, por sua vez, enxerga a educação como meio de obtenção e utilização de serviços, direcionando cada aluno novamente para o seu “casulo”.
O medo do aventurar-se limita a tradição sedimentar de que caminhos não explorados geram riscos. Os profissionais da educação não podem simplesmente repetir as mesmas receitas e seu mesmo modo de preparo, afinal, pode acontecer de um determinado ingrediente faltar ou seu modo de preparo ser esquecido, e então, o que deverá ser feito? Uma forma alternativa, essa é a resposta! E ela nos é proporcionada pela sabedoria, que suprirá a falha de uma receita! Função da educação: mostrar que as possibilidades e alternativas são inúmeras fora do “trilho” e que existem caminhos ainda não descobertos, os quais poderão ser explorados pelo agente pensante, sonhador e com o poder da palavra: o aluno.
Através de diversos contos subliminares, o autor dilacera a realidade presente diante de nossos olhos, realidade essa onde a sabedoria é descoberta através do esquecimento daquilo que julgamos um dia ter aprendido e a intolerância do mundo do trabalho, demonstrando sede pelo encontro de um profissional adequado para sua lacuna comercial...
Conclui-se então que o Da Vinci, as borboletas, a Mariana, as palavras, as bolinhas de gude, as ideias, os sonhos, o desconhecido, os voos, o pensar e finalmente o carrinho, foram todos enlatados e colocados na prateleira empoeirada do mundo do mercado, com os seguintes dizeres: “ATENÇÃO: produtos com qualidade de pensamento e imaginação, ou seja, imprestáveis para o serviço da sociedade!”. Certo de sua compreensão! Atenciosamente: Gorda Lagarta que não tem coragem de se desprender das seguras folhas onde rasteja.
Referências:
ALVES,
R. A alegria de ensinar. 14. ed. São
Paulo: Papirus Editora, 2000.
FREIRE,
P. Pedagogia do Oprimido. 50. ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
(Texto de autoria de Emanuelle Milek, 2012 - Todos os direitos reservados -
proibida a cópia integral ou parcial).
Assinar:
Postagens (Atom)






